Dodge Challenger

O Dodge Challenger

Criado para enfrentar Mustang, Camaro e afins, ele coincidiu com o declínio dos pony cars

Nenhum segmento ficou mais ligado aos anos 60 que o dos pony cars, os compactos esportivos americanos. Ele foi inaugurado com o Plymouth Barracuda e difundido mundialmente pela espantosa acolhida ao Ford Mustang em 1964, depois ampliado em 1967 por Chevrolet Camaro e Pontiac Firebird. Esse time era uma evolução esportiva das plataformas compactas que as três grandes de Detroit inauguraram em 1960.

Além de oferecer o Barracuda, a Chrysler explorava com o Dodge Charger outro segmento nascido e consagrado na década, o dos muscle cars, maiores e mais agressivos. Seguindo a cartilha do Pontiac GTO de 1964, os dois também eram esportivos, mas derivados de plataformas intermediárias. O Charger ganhou o reforço do Plymouth Road Runner em 1968 para enfrentar os outros muscle cars. O Barracuda ganhou um primo pony car dois anos depois: era o Dodge Challenger ("desafiante" em inglês).

Bem parecidos, 'Cuda e Challenger chegaram um ano depois do novo Mustang e um pouco antes dos Camaro e Firebird 1970 1/2. Frente longa com faróis duplos (no 'Cuda eram simples), traseira curta e elevada, ausência de colunas centrais compensada por largas colunas traseiras... O Challenger sugeria um carro pronto para a ação, ainda mais pelas cores vivas comuns na época. Como cupê ou conversível, tinha 5 centímetros a mais no entre-eixos e 13 centímetros no comprimento em relação ao Plymouth, mas usava a mesma plataforma. A oferta de motores era generosa: começava por um seis-em-linha de 3,7 litros e 145 cv e prosseguia com os V8 5.2 de 230 cv, 5.6 de 275, 6.3 de 290 ou 335 cv, 7.2 de 375 ou 390 cv e 7.0 Hemi de 425 cv.


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